domingo, 14 de outubro de 2007

Quase 15 de outubro

Depois de um bom tempo nos deparamos com as decisões que tomamos...
Certas ou erradas, elas terão que trazer as consequências que melhor nos convém...
Mudanças de estado, sinestesias, reflexões...E no envolver do pensamento é difícil não querer voltar atrás...
Aquela velha dor na consciência, aquele "se" tocando assim a nuca, tudo tão desigual...Um chamado sem fim atormentando o nosso modo de encarar a vida...
Queria tanto ser impessoal nas opiniões, queria escrever assim com a alma e no entanto, não estar sentindo tanto as minhas palavras...Por que já não sei o quanto me faz frágil, transitória, "simples"...Um ímpeto louco de tirar do âmago tanto sentimento em contradição, é a busca constante de equilíbrio e silêncio... Viajar assim no que me faz inquieta e por pra fora o que tanto me atordoa, me faz perder o senso da razão...Amo tanto esse meu jeito de ser e ao mesmo tempo me odeio...Amar o meu lado lúdico, minha poética sem sentido e valor, minha capacidade de superação, a alegria...Odeio ser tão intensa, por não saber controlar a força com que meus sentimentos se manifestam, também detesto perdoar tão facilmente a quem amo ou a quem já pensei amar...
Isso é espirituoso demais, às vezes me deparo rindo da própria vida que levo, mudo de opinião muito rápido, tento adptar os fatos ao que queria que fosse...
Por que nos enganamos tanto???
Se nós podemos tanto ser mais realistas, olhar o mundo com olhos de quem já passou por tanta coisa...Olhos de vidro...Mas diante do ilusionário de felicidade passageiro insistimos nos erros...
Erros, erros, erros...E é a maior mentira quem quer se enganar com o ditado de quem erra aprende...Apende na hora que deve aprender, nossos erros são degraus certamente, mas não há quem diga que nos levarão ao nirvana...

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